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Igor Rufino, Advogado
Igor Rufino
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Igor Rufino, Advogado
Igor Rufino
Comentário · há 3 anos
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Igor Rufino, Advogado
Igor Rufino
Comentário · há 8 anos
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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 anos
E do sistema educacional de base também Elenilton. Que permite que analfabetos não apenas ingressem nas universidades, como nos mestrados e doutorados. Na área jurídica é um pouco mais difícil tentar mestrado ou doutorado sem uma base sólida de cultura. Mas na área educacional, é a três por quatro. Pessoas que mal sabem falar bem, recebem bolsas de 2 a 3 mil reais para fazerem mestrado. Na área de Educação! Santo Jesus Cristo. O que podemos esperar, se lá atrás, na educação de base, o setor está todo nas mãos de pessoas virtualmente despreparadas, porém "capacitadas" com diplomas e certificados? Mas isso já é outro tema. Achei o artigo em comento perfeito, porque retrata a realidade. Os motivos para que existam advogados que se dispõem a serem garotos de recado são muitos e não estão em debate no momento e também acho injusto concluir que é mera incompetência. Muito advogado extremamente competente nunca conseguiu, por falta de oportunidades na vida e por N fatores, um lugar ao sol para mostrar todo o seu brilho e excelência. Ninguém sabe da vida do outro e os desafios que enfrenta, para sair apontando dedos e dizendo: olha lá o fracassado, culpa dele que sua advocacia é medíocre. Não é por aí. Isso é uma assertiva cruel e leviana. Certa vez, em início de carreira, eu subestimei o advogado da parte adversa, porque em audiência de conciliação, o homem se mostrou mal vestido (Deus me perdoe por isso), com um terno fajuto e até descosturado em alguns pontos. Notoriamente não estava ganhando rios de dinheiro na advocacia e nem na vida. Facilmente apontável como "fracassado e incompetente". Apresentou no ato procuração à máquina de datilografia. No início dos anos 2000 computador ainda era item caro e pouco acessível e muitos advogados ainda usavam as máquinas. Sem acordo, fomos à contestação. Rito sumário, o homem poderia pedir prazo para memoriais, mas não o fez. Contestou oralmente, em poucas palavras. Pensei "está no papo". Não havia muito o que impugnar, e eu não iria pedir "memoriais" para impugnar "aquilo". Impugnei no ato. Finda audiência. Meu cliente perdeu e eu fiquei sem saber o que exatamente havia me atingido. Apelei em 20 laudas. O outro contrarrazoou em 2 (datilografadas). Meu cliente venceu, graças ao vogal que seguiu o revisor. Porque o relator se atentou para pequenas palavras-chave das breves e eficientes palavras da sustenção oral e das contra razões e deu um voto de 35 laudas contra meu cliente. Fomos salvos pelo toque do gongo e só terminou por aí porque a outra parte não se interessou, talvez por falta de recursos, a subir para instâncias superiores, porque com o voto vencido, seria até possível. E o homem teria continuado me dando uma trabalheira danada. Nunca, jamais, julgue seu colega pelas aparências. Você não sabe da vida dele. E muito menos do conhecimento que ele carrega naquela cabeça...
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